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Sem saber, morador de Alegrete apoiava porta de galinheiro com granada usada em tanques de guerra
Rio Grande do Sul - 29/05/2017 00:06:12 - Geral

Sem saber, morador de Alegrete apoiava porta de galinheiro com granada usada em tanques de guerra

Cunhado desconfiou da peça e acionou o Exército, que confirmou o que era o artefato. Granada já foi detonada.

Uma granada era usada de forma inusitada por um morador de Alegrete, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Cléber Valmir Flores não sabia o que era o artefato, encontrado por ele há mais de 10 anos em sua propriedade, na localidade de Caverá, e passou a apoiar a porta do seu galinheiro com a peça durante quatro anos.

"Tinha que colocar alguma coisa pra escorar, aí botei aquela que era pesada", lembra.

Antes disso, ele chegou a transportá-la dentro do carro, sem nunca ter se dado conta do perigo. Quem resolveu acionar o Exército, desconfiado que poderia ser uma granada, foi Amilton Araújo Silva, cunhado de Cléber.

"Eu já tinha servido ao Exército. Procurei tirar ela dalí, colocar num lugar mais seguro e procurar o Exército, pra consumir com ela. Porque algum dia poderia acontecer algum problema", relata o comerciante.

A granada que pesava aproximadamente 5kg foi detonada pelo Exército no começo de maio. De acordo com os militares, o artefato era usado como munição de tanques de guerra e tinha capacidade para destruir blindados.

"É uma granada provavelmente de artilharia e ela estava muito oxidada, sem as inscrições visíveis do lote ou do ano de fabricação", conta o comandante do 10º Batalhão Logístico de Alegrete, Luis Sérgio da Costa Souto.

O fato curioso é que a propriedade onde o objeto foi encontrado nunca foi um campo de treinamento militar nem fica perto de um. O Exército precisou fazer um pente-fino com detectores de metal no raio de um quilômetro para buscar outros explosivos.

"Em hipótese nenhuma tocar, mover ou transportar essa granada. Os peritos são responsáveis, capacitados a operar, a mexer, a trabalhar com esse tipo de artefato explosivo com segurança. Qualquer mexida, qualquer movimentação dessa granada, pode ocasionar um acidente fatal", alerta Souto.

"Não explodiu aqui porque não era pra explodir, não é? Deus tava me olhando", vibra Cléber.

Fonte: G1





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